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Estado gasta cerca de “ 150 mil meticais” por ano por cada preso
Moçambique prepara-se para introduzir o sistema de pulseira eletrónica como medida alternativa à prisão, numa iniciativa que o Governo considera estratégica para reduzir a superlotação nas cadeias e aliviar os elevados custos do sistema penitenciário. Está prevista a aquisição inicial de 3.000 dispositivos de pulseira eletrónica, destinados a igual número de reclusos em todo o país.
Segundo os dados avançados por Mateus Saize Ministro da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos, o Estado moçambicano gasta, em média, cerca de 150.000 meticais por ano para manter um recluso em regime fechado.
Fazendo uma comparação estava valor e tão elevado olhando para o salário mínimo nacional, um recluso acaba por custar mais ao Estado do que aquilo que muitos trabalhadores recebem por mês, o seja cada recluso gasta 12.500 meticais por mês.
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Com a implementação da carteira eletrônica, , um recluso sob monitorização eletrónica custará aproximadamente 30.000 meticais por ano, o que representa uma redução de cinco vezes em comparação com o regime fechado. Para Saíze, esta diferença “evidencia a urgência de adotar soluções inteligentes, sustentáveis e alinhadas com as melhores práticas internacionais”.
A introdução inicial das 3.000 pulseiras eletrónicas é considerada, pelo Governo, um passo estratégico e decisivo rumo à humanização dos estabelecimentos penitenciários.
O objectivo central do sistema é colocar o dispositivo eletrónico no pulso ou no tornozelo do recluso, permitindo a monitorização dos seus movimentos, ao mesmo tempo que cumpre medidas alternativas à prisão em liberdade, sob controlo do Estado.
HORA DA VERDADE